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A voz do sertanejo

Com mais de vinte anos de carreira, Diogo Boeira se destaca nesse estilo musical que está em plena ascensão

01/05/2018 Artistas Carolina Padilha Alves

Com sua base construída em cima da música gospel e vindo de uma família de músicos, Diogo teve desde pequeno acesso a instrumentos musicais e sempre recebeu muito incentivo para seguir por este caminho. Com apenas sete anos já cantava e tocava violão na igreja, junto com familiares. “Numa família de músicos existe o lado do incentivo e o lado da exigência. Sempre fui muito cobrado para aprender rápido e dar o meu melhor”, relembra o músico.

Passando sua adolescência, Diogo, que fez pouco tempo de aulas de violão e nenhuma aula de canto, descobriu o mundo do sertanejo e dele jamais saiu. Começou com um instrumento emprestado a tocar em bares da cidade e, desde então, os convites não pararam de chegar. Sua voz potente e marcante ganha com facilidade o público, tanto em apresentações solo, como quando acompanhado da banda.

“Sempre toquei por brincadeira entre amigos e família, e todos me diziam que eu tinha potencial para fazer mais. Quando comecei na noite, descobri que aquela seria a melhor escola, pois troco muita experiência e tenho oportunidade de dividir o palco com diversos músicos excelentes”, comenta.

Eletricista de segunda a quinta, profissão que exerce para ajudar nas despesas, Diogo sofre de um problema ocular, o qual dificulta sua leitura. Por esse motivo, o músico desenvolveu sua memória, gravando o máximo de letras de músicas na cabeça, para que não seja necessário ler no momento do show. “Meus amigos me chamam de pen drive, pois tenho um número absurdo de letras memorizadas. Os donos de diversos bares da cidade se sensibilizaram com a minha limitação e se propuseram a fazer festas beneficentes, arrecadando fundos para que eu possa fazer uma cirurgia no olho. A eles e a todos que me ajudaram até hoje, sou muito grato”, relata Diogo.

Tocando violão, guitarra, arranhando no cavaquinho, contrabaixo, bateria e iniciando o aprendizado na viola caipira, Diogo já participou de festivais importantes em Barretos e em Mato Grosso do Sul, além de ter assistido nesses locais os shows de ídolos do sertanejo raíz, que sempre foi sua paixão.

“O sertanejo universitário, infelizmente, traz para a cena muitas letras medíocres, porém é o que diverte o público e por isso não deixo de tocar. Mas nada se compara ao antigo e extinto modão sertanejo”, diz Diogo.

Hoje contratado para tocar em formaturas, casamentos, aniversários e demais eventos, o músico já possui um CD gravado com dez músicas autorais e sonha alto.

“Pretendo gravar futuramente o segundo CD, com uma produção mais elaborada e, quem sabe, participar do The Voice em 2019”, finaliza o cantor.

 

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