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Expedição: China

Felipe Boaro viajou para o outro lado do globo no ano de 2016 e conheceu a China, país com maior população e crescimento econômico do mundo

01/04/2019 Expedição Carolina Padilha Alves

Geralmente a China não está no topo das opções quando se decide viajar para fora do Brasil pela primeira vez, e para Felipe também não estava. O facilitador dessa viagem foi o fato de familiares do vacariano estarem morando em Shangai e, por esse motivo, a estadia estava garantida, assim como o tour pelos pontos turísticos.

Nesse um mês aprendendo sobre a realidade chinesa, o conterrâneo declara ter achado o país diferente em absolutamente todos os aspectos, se comparado ao Brasil. Entre as discrepâncias, a culinária foi a parte complicada da viagem, segundo o viajante.

“Quem me conhece sabe que sou muito enjoado pra comida, e lá me deparei com pessoas cozinhando gafanhoto, cobra, tartaruga, sem contar que em algumas as vezes eles carneiam o bicho na frente de todo mundo. É uma culinária bem variada e exótica, onde eles abusam dos temperos, e nos restaurantes notei que tudo era baseado em peixes e frutos do mar, pato, frango, cabrito, porco, arroz, massa, tofu e alguns legumes”, relembra Felipe.

Na religião, a maioria é budista e a minoria cristã. Já na política, o representante do país é escolhido após passar por critérios extremamente rígidos, para depois ser eleito pelo congresso e, então, assumir o posto de presidente.

Sobre o clima, a estação na época da visitação de Felipe era outono, e então ele explica que as variações entre as cidades era bastante considerável. “Em Shanghai o clima estava agradável, variando entre 18 e 25 graus, mas em Beijing estava entre 7 e -2 graus. Em Shanghai, mesmo sem nuvens, havia alguns dias em que não dava pra ver o céu por causa da poluição. Isso que nos últimos anos eles vinham diminuindo os níveis com tecnologias específicas para esse fim, e com paradas em dias específicos das fábricas que mais poluem, além de apostarem na arborização das ruas”, comenta.

Segundo Felipe, a cidade não para nunca, bancos funcionam normalmente até em finais de semana. Os motoristas fazem vingar a lei da selva, muitos carros, motos, motinhos elétricas, bicicletas e pedestres. Tudo misturado em meio a buzinas ensurdecedoras, que funcionam como de sinal de seta, acessório pra avisar que vão mudar de direção ou de pista.

Dos aspectos do país que mais lhe surpreenderam positivamente, foram a segurança e o transporte público. “Você pode sair tranquilo, sozinho, sem se preocupar em ser assaltado ou algo do tipo. Isso em função das leis serem muito severas, e por haverem câmeras de monitoramento espalhadas por todos os lugares. Outro ponto positivo é o transporte público, já que se torna muito fácil ir para qualquer lugar nessas cidades sem se preocupar com congestionamentos. No caso de Shanghai, da pra atravessar a cidade, que não é pequena, com o equivalente a R$ 2,00. Fui de Shanghai a Beijing de trem, muito confortavel e que ia a mais de 300 km/h. Tudo é muito acessível e bem explicado em placas em inglês, tanto nas ruas, como nos aeroportos, estações de trem e metrô, que mesmo nem sabendo falar inglês direito você não se perde”, afirma.

A parte negativa fica por conta da censura do governo. “Você não pode se manifestar contrário a política ou a qualquer outra coisa. A internet e as redes sociais são censuradas também, só aparece na internet para eles assuntos que passem pelo pente fino do governo Chinês. Eles não tem Whatsapp, Instagram, Facebook… Todos esses, além de outros aplicativos são bloqueados. Eles se comunicam por um aplicativo deles, que é parecido com os que conhecemos aqui, mas que o governo tem controle, que se chama Wechat. O ponto positivo do Wechat é que você pode fazer tudo por ele, pagar contas, acessar seu banco, comprar o que quiser pelo app”, explica.

Shangai é considerada a Nova Iorque da Ásia, é uma cidade fantástica, cheia de arranha-céus e modernidade, mas também possui sua parte antiga. Além dela, Felipe também visitou Beijing e nos elenca quais os pontos turísticos imperdíveis dessa terra de cultura exuberante:

Shangai

The Bund: um lugar onde o Rio Huangpu divide a cidade ao meio e é onde tem os mais belos e maiores arranha-céus.

YU Garden: local com lagos, jardins e casinhas tradicionais chinesas

AP Plaza: fica localizado na mesma estação do museu de ciência e tecnologia e possui um centro comercial muito interessante, parecido com a 25 de Março aqui no Brasil.

Zoo de Shangai: perfeito para quem quer ver os famosos pandas de perto.

Beijing

Cidade Proibida: está localizada na região central de Beijing, e foi construída durante a Dinastia Ming como uma fortaleza para proteger o Imperador e sua família. Ela é muito grande, possui inúmeros palácios, templos, lagos, jardins, e ninguém podia entrar ou sair sem a permissão do Imperador.

Palácio de Verão: foi construído para o Imperador e sua família passarem a estação mais quente do ano.

Muralha da China: também conhecida como a Grande Muralha, possuía em torno de 22.000 km de extensão e tem em média 7 metros de altura, mas hoje em dia dizem que apenas em torno de 8.000 km ainda estão em pé. Algumas partes caíram com o tempo, outras foram roubadas. Foi construída inicialmente para proteger de invasões, principalmente da Mongólia, mas servia de meio também para ocupar soldados nos períodos sem guerras e colocar maus feitores para trabalhar. Ela começou a ser construída em 220 a.C e só foi terminada 2 mil anos depois. Uma das partes que ainda está intacta e é a mais visitada, fica em Badalin, que pertence a Beijing.

No final dessa viagem inesquecível, Felipe trouxe apenas boas lembranças e crescimento pessoal. “Conhecer outros lugares, culturas, modos diferentes de pensar, saber que existe um mundo completamente avesso à nossa realidade, é enriquecedor para vida. Não somos árvores, o mundo é muito grande para ficarmos parados no mesmo lugar. A China é um lugar fascinante, quem tiver a oportunidade aproveite, pois não vai se arrepender”, aconselha.


 

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