Sonho de guri

O Dodge Dart 1976 é o xodó de Felipe Ceron, que lutou muito até conseguir ter seu sonho guardado na garagem

01/05/2019 Inegociáveis Carolina Padilha Alves Tiago Sutil

Felipe Ceron tem 29 anos e é um verdadeiro apaixonado por carros antigos. Ele, que cresceu vendo seu pai, Vitor Ceron, trabalhar com diversos veículos em sua oficina, já entende do assunto desde muito cedo. Nesse ambiente, Felipe viu passar alguns Dodges para seu pai arrumar, e foi então que ele descobriu sua verdadeira paixão nesse leque tão grande de marcas e modelos do mundo automobilístico.

Já na adolescência, o menino ia nas casas onde sabia que tinha um Dodge e pedia ao dono para olhar, assim como analisava diariamente um em específico, que ficava no caminho para o colégio.

Ao atingir a maioridade, tirou sua carteira de motorista e começou a trabalhar, sempre com o foco em mente. Durante cinco anos, Felipe comprou, arrumou e vendeu dezesseis carros para conseguir juntar dinheiro. “Nessa época eu me privei de muita coisa e trabalhei bastante. Alguns diziam que eu não iria conseguir e que aquilo tudo que eu estava fazendo era loucura”, relembra.

Foi então que, há um ano atrás, Felipe foi avisado que um Dodge estava para vender em Santa Catarina. Por coincidência, era do modelo, ano e cor que ele queria.

“Fui para Concórdia e, ao olhar o carro e entrar dentro dele, sentia que já era meu há muito tempo”, comenta.

A aquisição foi um Dodge Dart 1976, motor V8, 3 marchas, 200 cavalos de potência e que faz 4km por litro. Felipe, que já tinha as peças dele antes mesmo de ter o carro, fez apenas melhorias de acabamento, poliu, fez faixa, trocou pneu, roda, regulou o motor e refez a pintura, deixando-o no tom original de Amarelo Tenerife.

O imponente já foi levado para participar de encontros de carros antigos em Tapejara, Lages, Lagoa Vermelha, no Retrô Sobre Rodas aqui de Vacaria e, agora em 2019, participou do encontro de São Marcos.

Felipe, que hoje se diz o terceiro e último dono do Dodge, leva seus amigos e suas famílias para dar uma volta nos finais de semana, proporcionando uma experiência única para quem curte os antigos de quatro rodas.

“Gostaria de agradecer ao meu pai, que sempre foi meu grande incentivador, minha namorada Luciane e a todos os meus amigos que sabem, respeitam e admiram o meu amor por esse carro que tanto eu suei pra ter”, completa.

 

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