Enxergando o mundo através dos sons

Igor Felipe da Silva Borges é um gaiteiro vacariano que já participou de oito projetos, entre bandas e duplas, durante sua carreira. Sua deficiência visual não o atrapalhou, mas sim, o ajudou a trazer ainda mais sensibilidade para o meio musical, tendo na gaita um bom refúgio nos momentos ruins. Vamos conhecer esse talento de nossa cidade, na matéria a seguir

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Arte e Cultura
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Igor descobriu sua aptidão para a música quando ganhou um tecladinho de brinquedo aos quatro anos de idade, aprendendo a tocar o Parabéns Pra Você nele. Com o tempo, ganhou um teclado maior e, mesmo tendo nascido com deficiência visual, sempre foi autodidata, aprendendo sozinho a tirar sons daquele novo instrumento.

Com oito anos, foi presenteado pela sua avó com uma gaita, a qual mudaria sua vida.

“Ela era de vinte e quatro baixos e eu adorei tocar as primeiras músicas. Foi então que iniciei as aulas com o professor João Maria, que me ensinou a colocação correta do dedilhado, arpejos, acordes e escalas”, conta ele.

O pai de Igor, Ivan, sempre gostou de gaita, e ao ver o desenvolvimento positivo de seu filho, comprou uma maior, incentivando-o a prosseguir na carreira de músico, que começou na banda Sabor do Pecado. Em seguida, formou a dupla Igor e Júnior, chegando a tocar também na Banda Karícia. Atualmente, Igor toca com Diogo Boeira, Irmãos Vilante, Moisés Silva e Grupo Vanera.

“Pra mim nem sempre foi fácil quebrar a barreira da deficiência, porque eu preciso do auxílio da família e dos colegas músicos, mas, me sinto muito grato porque mesmo não enxergando  posso contribuir com meu talento para as pessoas”, relata.

Cada nota que sai de suas mãos carrega sensibilidade, dedicação e uma paixão que vai muito além da técnica. Sua relação com a música nasceu do amor pelos acordes e cresceu com a determinação de nunca permitir que as dificuldades definissem seus limites.

“A música pra mim é muito importante, pois além de me fazer feliz, utilizo-a como um refúgio contra a depressão e ansiedade. Acredito que meu maior desejo e desafio é, futuramente, criar meu próprio conjunto”, conclui ele.

 

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