Esse era do nonno

Lucas Zen é o segundo e, ao que tudo indica, último dono do Fusca 1974 que herdou de seu avô Clodoveu. Após algumas restaurações, o neto mantém o veículo impecável e não mede esforços para deixar o amarelão destacado em diversos encontros de carros antigos pelo estado

01/12/2020 Inegociáveis Carolina Padilha Alves Penélope Fetzner

Como no próprio adesivo colado da janela do Fusca já diz, esse carro era do nonno Clodoveu Zen, que o comprou zero quilômetro e sempre cuidou de seu parceiro com carinho, até o dia de seu falecimento, no ano de 2016. 

Lucas, neto de Clodoveu, viu o carro ficar abandonado na garagem do nonno por seis anos, quando a saúde do mesmo veio a ficar debilitada. Então, na falta do primeiro dono, Lucas recuperou o automóvel quase que por inteiro, com muita dedicação. O Fusca 1974 recebeu motor com comando esportivo, suspensão regulável, som potente, estofamento novo, o qual foi feito com o intuito de deixar o mais próximo possível do original, e o maleiro na traseira, que dá um charmoso toque vintage no carro.

“Gastei seis mil reais para deixar o motor bom o suficiente para pegar a estrada, assim como a suspensão trouxe estabilidade e segurança. Para colocar o som, não deixei furar o painel para não acabar com a estética do carro, deixando-o dentro do porta-luvas. Ainda quero fazer alguns pequenos reparos nele, para deixar tudo 100%”, explica o proprietário.

Nesses quase cinco anos que o Fusca está com Lucas, ele já levou-o para encontros de carros antigos em Garibaldi, Sananduva, São Marcos, Passo Fundo, entre outros, além, é claro, do Retrô Sobre Rodas que acontece anualmente em nossa cidade.

O dono nos conta que amigos de seu avô vem atrás dele para comprar o carro, da mesma forma que recebe proposta de desconhecidos e colecionadores. Porém, a resposta é sempre a mesma.

“Não deixo nem a pessoa terminar de falar, muitas vezes. Jamais venderei, pois o valor sentimental é monstruoso. Não encaro apenas como um pedaço de lata”, afirma.

Os companheiros inseparáveis estão aguardando ansiosamente pelo fim da pandemia do Covid-19, para saírem viajar novamente pelos quatro cantos do estado, participando de exposições e fazendo história. Sem dúvida, o nono Clodoveu está feliz com o resultado das restaurações e com o apego de seu neto nas quatro rodas que o transportaram durante uma vida toda.

 

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