Há algo quase poético em carros antigos, como o toque do volante e o painel analógico que parece contar histórias. E neste caso, ele realmente conta. Ao nascer, os pais de Valderi queriam registrá-lo como Valderi Júnior, para ter o mesmo nome do seu pai, porém no cartório em que foram, não queriam aceitar o nome Júnior, alegando ser nomenclatura estrangeira. Foi então que pegaram o Opala que a família tinha e viajaram para outra cidade, conseguindo o registro da maneira que desejavam.
E assim Valderi passou sua infância: brincando, viajando e colecionando fotos e vídeos no Opala de seus pais, que foi vendido quando ele tinha aproximadamente seis anos. Desde sua maioridade, o entusiasta dos Opalas sempre procurou um com características específicas para comprar, realizando seu sonho de possuir o veículo que lhe trouxe tantas lembranças boas.
O tempo passou e, em 2021, ele o encontrou a poucos metros de sua casa.
“Notei que um vizinho tinha dois Opalas de modelos diferentes em sua garagem e então fui com meu pai até lá e perguntei se o preto estava para negócio. Quando ele ligou o carro, foi de arrepiar! Saí dirigindo no mesmo dia e buscamos minha mãe para dar umas voltas. Foi muito emocionante ter meus pais junto comigo nesse momento”, relembra.
A raridade é um Comodoro 1981, modelo 1982, coupé, 6 cilindros de fábrica, com aproximadamente 5 metros de comprimento.
“Eu sempre procurando um e este estava a 25 metros de onde guardo hoje. Veio para ser meu mesmo”, conta ele.
Desde que o adquiriu, Valderi o levou para expor em dois eventos do Retrô Sobre Rodas, em Vacaria, e pretende continuar exibindo-o por aí. O Opala já é consolidado no mercado desde seu lançamento em 1968 e hoje segue com identidade forte, confiabilidade mecânica e grande prestígio entre os brasileiros. E talvez seja isso que torne eterno esse clássico da Chevrolet.











