Véu, grinalda e um Mercury Cougar

O Mercury Cougar XR 7 1973, de Ernesto Júnior Bortolon, participou do enlace de inúmeros casais. A elegância e sofisticação do cupê fazem com que o proprietário, constantemente, atenda ao pedido de muitas mulheres que irão subir ao altar. Segundo ele, o carro já fez parte de 23 casamentos

01/06/2011 Inegociáveis Aline Giusti Vinicius Todeschini

Casar na Igreja é o sonho da maioria das mulheres. Muitas não abrem mão do pacote completo: véu, grinalda, daminhas, tapete vermelho, buquê e etc. Há, inclusive, aquelas que não descuidam nem da forma como vão chegar ao local onde será realizada a cerimônia. É por isso, que incorporar ao casamento um clássico dos carros antigos também faz parte do sonho de muitas noivas. 
O Mercury Cougar XR 7 1973, de Ernesto Júnior Bortolon, participou do enlace de inúmeros casais. A elegância e sofisticação do cupê fazem com que o proprietário, constantemente, atenda ao pedido de muitas mulheres que irão subir ao altar. Segundo ele, o carro já fez parte de 23 casamentos.

“As noivas me pedem para levá-las até a Igreja e eu vou sem cobrar nada. Ver a alegria delas no Cougar, em um dos dias mais especiais de suas vidas, é muito gratificante”, contou. O carro faz tanto sucesso entre as noivas que já participou de um especial da RBS TV, chamado “Casamentos”.


O veículo é uma raridade. Alguns especialistas em carros antigos afirmam que o modelo é um dos únicos encontrados no país, totalmente original. O modelo da marca Mercury, que nasceu em 1939 como uma intermediária entre os veículos  produzidos pela Ford e pela Lincoln, além de ser charmoso possui um desempenho similar aos veículos esportivos.  Sua primeira versão foi criada em 1967 sob uma releitura do Ford Mustang.  O nome, que significa puma em português, é uma analogia à palavra Mustang, que é uma raça de cavalos selvagens.
De acordo com Bortolon, o Mercury Cougar XR 7 1973, motor 351 V8, foi adquirido em 1999. O modelo foi importado por um cônsul americano e possuiu apenas quatro proprietários, sendo ele o quarto e último. Pois, conforme Bortolon, ninguém paga o real valor do cupê, principalmente o afetivo. A paixão por carros antigos, herdada do pai, faz com que Bortolon mantenha seu Cougar cuidadosamente guardado na garagem.

“O carro antigo quanto mais velho fica mais vale e, claro, além do valor de mercado o valor afetivo sempre fala mais alto”, disse.

Hoje, carro possui 36 mil milhas, o que corresponde a aproximadamente 50 mil quilômetros. 
O Cougar pouco circula pelas ruas de Vacaria, apenas quando as pequenas Joana, 4 anos, e Luísa, 6 anos, convidam o pai para uma volta. As meninas não hesitam em demonstrar ao pai o quanto gostam do veículo. Joana, ao entrar nele comenta: “Eu adoro esse carro. A buzina dele é fantástica”, ressalta. Talvez, o Inegociável de Ernesto Júnior Bortolon também será o carro que levará suas filhas até o altar. Mas, como ainda está muito cedo para isso, as meninas aproveitam para se divertir com o xodó do pai.

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