Muitos não sabem, mas o DKW é um carro alemão e foi um dos primeiros automóveis a serem produzidos no Brasil, na época, pela Vemag (Veículos e Máquinas Agrícolas S.A.). Modelos como o Belcar, o Vemaguet e o Candango conquistaram famílias, trabalhadores e aventureiros, tornando-se parte da memória afetiva de toda uma geração.
Ainda adolescente, Lenon foi com sua família para Porto Alegre, embarcado em um Fusca 1966, para trazer um DKW anunciado nos classificados e realizar o sonho de seu pai de ter um carro desta marca.
“Desde que chegou em Vacaria, o DKW foi usado diariamente pelos meus pais e foi nele que eu aprendi a dirigir. Hoje em dia, sob meus cuidados, sai apenas para encontros de carros antigos e passeios no domingo”, revela o proprietário.
Com mecânica original, motor dois tempos de mil cilindradas, rodas esportivas de época, porta suicida e fazendo em torno de 10km/L, o DKW prepara-se para receber mais alguns retoques nos bancos e na pintura e, quem sabe ainda em 2026, seguir viagem até Poços de Caldas/MG, para participar do encontro brasileiro de DKW.
“Já fomos em Portão, onde acontece o encontro riograndense, e foi uma experiência inesquecível. Agora, estamos ansiosos pelo evento de nível nacional”, diz ele.
A verdade é que, para um antigomobilista, o DKW nunca passa despercebido, afinal ele chama pelo ouvido antes mesmo de ser visto. O ronco inconfundível do motor dois tempos não é apenas barulho, é identidade, ecoando uma época em que a mecânica era simples, direta, quase artesanal. Este automóvel é história viva, tirando de todos aquele sorriso silencioso de quem sabe que está diante de um clássico de verdade!
Bandoneon: Instrumento da década de 20, este bandoneon de família, vindo das mãos de seu tataravô, é mais um item antigo que Lenon guarda com carinho e muito respeito.










