Mais de 800 anos de história

Há quase um ano, Flora Girotto reside em Riga, capital da Letônia, sendo a única estudante da América do Sul a ser aprovada no primeiro semestre de 2025 na Riga Stradiņš University (RSU), para o curso de Medicina. Ela agora divide conosco como é morar num país de cultura antiga e única, tão diferente de sua terra natal

compartilhe
Expedição
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história
  • Mais de 800 anos de história

A medicina sempre foi a prioridade absoluta da vida de Flora, porém, desde a infância, cresceu nela a vontade de explorar o mundo, impulsionada por seus pais, que sempre a nutriram com cultura, filosofia e reflexões sobre a pluralidade da vida. Foi então que, no início deste ano, a vacariana enxergou a possibilidade de aliar esses dois pilares.

“Aqui em Riga, dedico-me ao curso de Medicina, ministrado em inglês, com duração de seis anos, mas também encontrei no esporte, ao ser aceita no time de rugby feminino da universidade, uma forma de integração com as estudantes locais, permitindo-me imergir na língua letã”, conta ela.

A capital da Letônia encanta por sua Cidade Velha, patrimônio da humanidade, com seus restaurantes medievais, que parecem transportar o visitante para outro tempo. O Mercado Central, instalado em antigos hangares de dirigíveis, é um mergulho cultural através dos sabores locais.

“Além da capital, recomendo fortemente o Parque Nacional de Gauja, com seus castelos e florestas quase poéticas, e a cidade costeira de Jurmala, banhada pelo Mar Báltico, que combina serenidade e beleza natural”, explica.

Sobre o povo Letão, Flora afirma que não é expansivo como o brasileiro: a primeira impressão pode ser de frieza ou indiferença. Mas, ao romper essa camada inicial, encontram-se pessoas de grande honestidade, respeito e autenticidade, sendo as relações marcadas pela consistência, nunca pela efusividade.

“A convivência com colegas de diferentes nacionalidades é uma experiência que transforma. Em uma mesma sala de aula, me sento ao lado de estudantes vindos da Alemanha, Rússia, Finlândia, Suécia, Noruega, Itália, Portugal, Reino Unido e Filipinas, e cada conversa se torna uma aula”, afirma.

Flora nos ensina, com sua experiência, que é fora da zona de conforto que encontra-se o crescimento e que é preciso viver verdadeiramente o país em que você está.

“Permita-se o desconforto do novo, aprenda a língua local, ainda que só possa usá-la ali, e mergulhe na cultura que lhe é oferecida. Se o objetivo for continuar buscando apenas o Brasil fora dele, então melhor permanecer em casa. O exercício de viver sozinho, de aprender a gostar da própria companhia e de encontrar felicidade no silêncio, é talvez uma das maiores riquezas que essa jornada me oferece”, complementa.

 

O clima

O inverno letão é um espetáculo à parte: dias curtos, em que o sol quase não se mostra, e temperaturas que chegam facilmente a –15 °C ou –20 °C. No entanto, a Europa possui uma estrutura admirável para receber esse rigor climático, desde a qualidade das roupas de inverno (mesmo as mais baratas são surpreendentemente eficazes), até o aquecimento impecável em casas, transportes e espaços públicos. Em junho, se comemora o solstício de verão, conhecido como “Līgo”, dia em que o sol fica iluminando até às 23:00h. 

Âmbito político e social

Nota-se uma preocupação muito maior com a coletividade e preservação de direitos sociais, ainda que o individualismo europeu seja bastante marcado. Sem dúvida, existe a barreira da língua: além do letão, muitos idosos ainda falam russo, enquanto apenas a geração mais jovem consegue se comunicar em inglês. Contudo, basta se esforçar para aprender o básico da língua local, mesmo que algumas palavras, e imediatamente você é valorizado como ser humano que respeita a cultura do outro.

Confiança social

Se você esquecer sua carteira em um banco de praça ou em um café, há grandes chances de encontrá-la exatamente no mesmo lugar ao retornar. Esses gestos cotidianos de civilidade e organização, são pequenas lições que podem impactar profundamente a qualidade de vida em qualquer cidade.

REDES SOCIAIS

O conteúdo das ofertas é de responsabilidade exclusiva de seus anunciantes.
0

Meus favoritos