A iniciativa foi da Deputada Estadual Laura Sito, em celebração ao Dia da Mulher Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de Julho, data também marcada pelo Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
“Foi uma alegria imensa ter recebido tamanha honraria e a dedico a todas as mulheres da minha família, que são inspiração, porto seguro e afeto, às mulheres da minha cidade e àquelas que dedicaram suas vidas e histórias para que hoje tenhamos voz, podendo estar e ocupar o lugar que quisermos”, diz Selmari.
A Medalha Preta Roza homenageia e reverencia o trabalho de mulheres que atuam em projetos, ações e iniciativas que mudam e interferem na vida em suas comunidades, honrando o compromisso com o legado daquelas que vieram antes, ecoando suas vozes na construção de um mundo com justiça social. A iniciativa reafirma o compromisso com uma história onde mulheres negras participem das escolhas, sejam individuais ou coletivas, e tenham seus direitos e dignidade respeitados.
Preta Roza foi uma mulher negra escravizada e combatente do quilombo de Manoel Padeiro, na década de 1830. Morta em combate em 1835, ela se tornou símbolo da resistência negra e feminina no sul do País.
“A medalha tem muitos sentidos e significados para o povo negro, sendo uma delas, marcar as contribuições e impedir que elas sejam apagadas ou apropriadas por quem conta a história”, explica a professora.
"Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela". Viola Davis.






