Quando simplicidade virou paixão

Rodrigo Fonseca de Souza aprendeu a dirigir em um Chevette DL 1.6 1990 branco. Quis o destino que, em 2016, ele comprasse um idêntico, que se tornou seu companheirão e de sua família. Vamos ver os detalhes desse veículo que atravessa gerações e ocupa um lugar especial na história do automobilismo brasileiro

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Inegociáveis Diego Ezequiel
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A história de amor de Digão com os Chevettes, começa ainda na infância, já que presenciou seu pai, que era taxista, trocar de Chevettes, tendo em torno de dez carros desse modelo, tanto para uso pessoal, como para trabalho. Ao atingir a maioridade, tirou a carteira de motorista em um Chevette também, igualzinho ao que ele viria a comprar anos depois.

Em 2016, aproveitando que seu colega de trabalho estava vendendo, Digão comprou a raridade, que transformou-se na extensão de sua personalidade e que, até hoje, só trouxe alegrias.

“Sabe aquela história que carro antigo só dá problema e te deixa na mão? Comigo não é assim. Em dez anos com ele, estragou uma única vez, sendo que já fui pra estrada resgatar amigos que ficaram empenhados com seus carros, enquanto o Chevettinho é só colocar gasolina e andar”, comenta ele, orgulhoso.

O Chevette é DL, versão que fazia parte da evolução do modelo, trazendo um acabamento mais refinado dentro da linha. Com sua mecânica de concepção simples, o Chevette conquistou uma reputação de carro resistente e de manutenção relativamente acessível. O de Digão, ganhou placa preta ao completar seus trinta anos e possui rodas que são acessórios originais de época, adquiridas na antiga Covibras, aqui em Vacaria. 

Por ser um dos organizadores do Retrô Sobre Rodas e entender a importância de encontros de carros antigos, o proprietário faz questão de manter alguns adesivos colados no porta-malas dos encontros que já participou com seu carro em diversas cidades, como Erechim, Novo Hamburgo, São Marcos, Lages, entre outros. 

Parceiro da família toda, o Chevette é um carro do dia a dia também da esposa Tere e do cachorro Marley e nunca esteve guardado a sete chaves. Os filhos, Eduarda e Arthur, que logo vão tirar a carteira de motorista, também poderão aproveitar a nave e entender como era passear de carro nos anos 80.

“Minha filha está estudando para cursar Engenharia Mecânica e me perguntou se poderia colocar turbina nele. Respondi que eu acho que aí já é demais ", diz ele, gargalhando.

Para os apaixonados por carros antigos, cada detalhe, do desenho da carroceria ao ronco do motor, que nesse caso é esportivo, carrega lembranças de uma época em que modelos como o Chevette faziam parte da paisagem e da vida de milhares de famílias. Nos dias atuais, encontrar um exemplar destes bem conservado é reencontrar um pedaço da história automotiva nacional, bem na sua frente.

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